SEJAM BEM-VINDOS AO BLOG DA TV WEB ALEGRIA!

SEJAM BEM-VINDOS AO BLOG DA TV WEB ALEGRIA!

sábado, 24 de novembro de 2012

terça-feira, 7 de julho de 2009

Comunicação com adolescentes


Um tempo atrás, conversar com seu filho talvez fosse como uma via de mão dupla. Mas agora parece que a estrada está bloqueada. Uma mãe na Itália, chamada Angela, diz: “Quando meu filho era criança, ele me enchia de perguntas. Agora eu é que tenho de puxar assunto. Se eu não fizer isso, talvez fiquemos dias sem ter uma boa conversa.”

Você talvez tenha notado que seu filho, que antes era bem comunicativo, agora se transformou num adolescente carrancudo. Ao tentar falar com ele, talvez receba apenas uma resposta seca. Você pergunta ao seu filho: “Como foi seu dia?” Ele responde bruscamente: “Bom.” Você pergunta à sua filha: “O que aconteceu na escola hoje?” Ela responde, dando de ombros: “Nada.” Tentar continuar a conversa perguntando “por que você não fala mais alguma coisa?”, resulta num silêncio total.
É claro que, para alguns adolescentes, falar não é problema. Mas o que eles dizem não é o que os seus pais querem ouvir. Uma mãe na Nigéria, chamada Edna, se lembra: “Quando eu pedia a minha filha que fizesse alguma coisa, ela sempre dizia: ‘Dá um tempo!’.” Ramón, do México, notou algo parecido com seu filho de 16 anos. Ele diz: “Nós discutimos quase todos os dias. Quando eu lhe peço para fazer alguma coisa, ele arruma mil desculpas.”

Por meio da boa comunicação conhecemos melhor as outras pessoas e contamos coisas a nosso respeito. Esse último aspecto pode ser um desafio para os adolescentes porque, depois de entrar na puberdade, até mesmo a criança mais extrovertida pode ficar tímida de repente. Os especialistas dizem que os adolescentes em geral acham que estão num palco diante de uma platéia imaginária, constantemente sob a luz implacável de um holofote. Em vez de encarar o holofote, adolescentes retraídos talvez baixem a cortina, por assim dizer, e se escondem num mundo particular onde é difícil os pais entrarem.

Imagine que esteja dirigindo numa estrada longa e reta. Durante muitos quilômetros, você quase não precisa virar o volante. Daí, de repente, aparece uma curva fechada. Para manter o carro na pista, você é obrigado a virar mais o volante. Algo parecido acontece quando seu filho entra na adolescência. Por alguns anos, sua maneira de criá-lo talvez não tenha precisado de muitos ajustes. Mas agora a vida dele faz uma curva, por assim dizer, e você precisa ‘virar mais o volante’, ou seja, ajustar seu modo de lidar com ele. Faça a si mesmo as seguintes perguntas:

‘Quando meu filho quer se abrir, será que estou à disposição para conversar?’

‘Será que eu, sem querer, dificulto a comunicação por tentar forçar meu filho adolescente a conversar?’

Se notar que seu filho não está com muita vontade de conversar, chame-o para fazer alguma coisa com você — dar uma caminhada, um passeio de carro, jogar algum jogo ou fazer alguma tarefa na casa. Muitas vezes, esses ambientes informais deixam os adolescentes mais à vontade para se abrir.

Ajuste seus métodos de acordo com a necessidade. Converse com outros pais que se saíram bem nesse respeito.

Por mais difícil que seja de aceitar, os adolescentes não são mais criancinhas. São ‘adultos em treinamento’, e o papel dos pais é instruí-los e apoiá-los.

Deixe que eles expressem seus sentimentos antes de dar o necessário conselho ou correção.

Por que é tão difícil pedir desculpas?


Naturalmente, você não precisa pedir desculpas por um acidente de que não é culpado. E pode haver ocasiões em que é sábio ter cuidado com o que se diz. Um antigo provérbio diz: “Na abundância de palavras não falta transgressão, mas quem refreia seus lábios age com discrição.” Ainda assim, você pode ser cortês e prestimoso.
No entanto, não é verdade que muitos deixam de pedir desculpas mesmo quando o ocorrido não envolve uma ação judicial? Em casa, a esposa talvez lamente: ‘Meu marido nunca pede desculpas por nada.’ No trabalho, um encarregado talvez se queixe: ‘Meus funcionários não admitem seus erros, e dificilmente dizem que os lastimam.’ Na escola, um professor talvez diga: ‘As crianças não são ensinadas a pedir desculpas.’

Um motivo de alguém hesitar em pedir desculpas talvez seja que tema ser rejeitado. Por não querer ser desprezado, pode não dizer o que realmente sente. Ora, o ofendido talvez evite totalmente o ofensor, dificultando muito a reconciliação.
A falta de preocupação com os sentimentos dos outros pode ser mais um motivo de alguns hesitarem em pedir desculpas. Talvez pensem: ‘Pedir desculpas não vai consertar o erro que cometi.’ Ainda outros hesitam em expressar que lamentam o ocorrido por causa das possíveis conseqüências. Eles se perguntam: ‘Serei considerado responsável e terei de pagar uma indenização?’ Todavia, o maior obstáculo a se admitir um erro é o orgulho. Quem é orgulhoso demais para dizer “desculpe-me” talvez pense: ‘Não quero perder prestígio por admitir ter cometido um erro. Isto seria humilhante.’


“PEDIDOS de desculpas têm força. Resolvem conflitos sem violência, reparam separações entre povos, fazem governos reconhecer o sofrimento dos seus cidadãos e restabelecem o equilíbrio nos relacionamentos pessoais.” Assim escreveu Deborah Tannen, conhecida escritora e sociolingüista da Universidade de Georgetown em Washington, DC, EUA.
A Bíblia confirma que um sincero pedido de desculpas muitas vezes é um modo eficaz de se restabelecer um relacionamento abalado. Por exemplo, na parábola de Jesus a respeito do filho pródigo, quando este voltou para casa e de coração pediu desculpas, o pai estava mais do que disposto a recebê-lo de novo na família.
Nunca se deve ser orgulhoso demais para pedir desculpas e buscar perdão. É claro que, para os sinceramente humildes, pedir desculpas não é difícil.