
Um tempo atrás, conversar com seu filho talvez fosse como uma via de mão dupla. Mas agora parece que a estrada está bloqueada. Uma mãe na Itália, chamada Angela, diz: “Quando meu filho era criança, ele me enchia de perguntas. Agora eu é que tenho de puxar assunto. Se eu não fizer isso, talvez fiquemos dias sem ter uma boa conversa.”
Você talvez tenha notado que seu filho, que antes era bem comunicativo, agora se transformou num adolescente carrancudo. Ao tentar falar com ele, talvez receba apenas uma resposta seca. Você pergunta ao seu filho: “Como foi seu dia?” Ele responde bruscamente: “Bom.” Você pergunta à sua filha: “O que aconteceu na escola hoje?” Ela responde, dando de ombros: “Nada.” Tentar continuar a conversa perguntando “por que você não fala mais alguma coisa?”, resulta num silêncio total.
É claro que, para alguns adolescentes, falar não é problema. Mas o que eles dizem não é o que os seus pais querem ouvir. Uma mãe na Nigéria, chamada Edna, se lembra: “Quando eu pedia a minha filha que fizesse alguma coisa, ela sempre dizia: ‘Dá um tempo!’.” Ramón, do México, notou algo parecido com seu filho de 16 anos. Ele diz: “Nós discutimos quase todos os dias. Quando eu lhe peço para fazer alguma coisa, ele arruma mil desculpas.”
É claro que, para alguns adolescentes, falar não é problema. Mas o que eles dizem não é o que os seus pais querem ouvir. Uma mãe na Nigéria, chamada Edna, se lembra: “Quando eu pedia a minha filha que fizesse alguma coisa, ela sempre dizia: ‘Dá um tempo!’.” Ramón, do México, notou algo parecido com seu filho de 16 anos. Ele diz: “Nós discutimos quase todos os dias. Quando eu lhe peço para fazer alguma coisa, ele arruma mil desculpas.”
Por meio da boa comunicação conhecemos melhor as outras pessoas e contamos coisas a nosso respeito. Esse último aspecto pode ser um desafio para os adolescentes porque, depois de entrar na puberdade, até mesmo a criança mais extrovertida pode ficar tímida de repente. Os especialistas dizem que os adolescentes em geral acham que estão num palco diante de uma platéia imaginária, constantemente sob a luz implacável de um holofote. Em vez de encarar o holofote, adolescentes retraídos talvez baixem a cortina, por assim dizer, e se escondem num mundo particular onde é difícil os pais entrarem.
Imagine que esteja dirigindo numa estrada longa e reta. Durante muitos quilômetros, você quase não precisa virar o volante. Daí, de repente, aparece uma curva fechada. Para manter o carro na pista, você é obrigado a virar mais o volante. Algo parecido acontece quando seu filho entra na adolescência. Por alguns anos, sua maneira de criá-lo talvez não tenha precisado de muitos ajustes. Mas agora a vida dele faz uma curva, por assim dizer, e você precisa ‘virar mais o volante’, ou seja, ajustar seu modo de lidar com ele. Faça a si mesmo as seguintes perguntas:
‘Quando meu filho quer se abrir, será que estou à disposição para conversar?’
‘Será que eu, sem querer, dificulto a comunicação por tentar forçar meu filho adolescente a conversar?’
Se notar que seu filho não está com muita vontade de conversar, chame-o para fazer alguma coisa com você — dar uma caminhada, um passeio de carro, jogar algum jogo ou fazer alguma tarefa na casa. Muitas vezes, esses ambientes informais deixam os adolescentes mais à vontade para se abrir.
Ajuste seus métodos de acordo com a necessidade. Converse com outros pais que se saíram bem nesse respeito.
Por mais difícil que seja de aceitar, os adolescentes não são mais criancinhas. São ‘adultos em treinamento’, e o papel dos pais é instruí-los e apoiá-los.
Deixe que eles expressem seus sentimentos antes de dar o necessário conselho ou correção.